Aposentadoria do homem: como funciona?
A aposentadoria do homem possui diferentes requisitos da aposentadoria da mulher.
Para o homem e bem como para a mulher, a aposentadoria é um dos benefícios mais importantes garantidos pelo INSS. A aposentadoria representa a chance de finalmente finalizar o ciclo profissional mas ainda ter uma renda financeira entrando na conta bancária mensalmente para ajudar no sustento.
Após 2019, com a Reforma da Previdência, muitos trabalhadores têm dúvidas quanto à aposentadoria e quando podem se aposentar.
A aposentadoria do homem em específico, depende de vários fatores, como: idade, tempo de contribuição, data em que o homem começou a contribuir para o INSS.
Por isso, neste artigo, você vai entender quais são as principais regras da aposentadoria do INSS para o homem, o que mudou com a Reforma da Previdência e como saber se você já pode se aposentar.
- Quais são os requisitos da aposentadoria do homem atualmente?
- O que mudou com a Reforma da Previdência?
- Quais são as regras de transição para homens?
- Como é calculado o valor da aposentadoria?
- Como saber se já é possível se aposentar?
- Quais são os requisitos da aposentadoria do homem atualmente?
Com a Reforma da Previdência de 2019, a aposentadoria por tempo de contribuição deixou de existir na nova lei previdenciária para quem é novo segurado.
Isso significa que quem começou a contribuir após a Reforma da Previdência de 2019, não possui direito à aposentadoria por tempo de contribuição.
Pela regra atual, o homem precisa cumprir dois requisitos para se aposentar, sendo:
- 65 anos de idade ou mais;
- 20 anos de contribuição para o INSS.
Mas, os homens que já contribuíram para o INSS antes da Reforma da Previdência em novembro de 2019, podem usufruir de outras regras.
Nesse caso, para o homem é possível se aposentar com 65 anos de idade e com 15 anos de contribuição, pela aposentadoria por idade.
E a segunda regra de aposentadoria, é pela aposentadoria por tempo de contribuição, o homem precisa contribuir por 35 anos para o INSS.
Conforme a data de inscrição no INSS pode mudar a regra de aposentadoria, e isso pode representar vários anos a menos de contribuição para o homem conseguir se aposentar.
- O que mudou com a Reforma da Previdência?
Com a Reforma da Previdência, muitas regras de aposentadoria foram alteradas.
No caso do homem, a principal questão é que antes da Reforma da Previdência existia a aposentadoria por tempo de contribuição para o homem que exigia:
- 35 anos de contribuição para o INSS;
- Sem exigência de idade mínima.
Com isso, muitos homens conseguiram se aposentar antes dos 60 anos de idade.
Mas a Reforma de 2019 alterou os requisitos, e agora exige-se idade mínima para se aposentar.
Para o trabalhador que já estava trabalhando e contribuindo para o INSS antes de 2019, mas não tinha o direito à aposentadoria na época da Reforma, foram criadas leis de transição.
As leis de transição são uma espécie de lei entre os sistema antigo e o sistema novo, de modo que, geralmente, é muito mais vantajosa que a regra atual.
Por isso, se você já estava contribuindo antes de 2019, não se preocupe, você ainda consegue se aposentar pela regra de transição ao invés da regra atual.
E caso você já tenha direito adquirido à aposentadoria antiga, a aposentadoria por tempo de contribuição, é possível se aposentar por essa espécie de aposentadoria, ainda que depois de 2019.
- Quais são as regras de transição para homens?
As regras de transição de aposentadoria em geral foram criadas para proteger todos os trabalhadores que estavam contribuindo para o INSS antes da Reforma da Previdência de 2019, mas que não tinham direito à aposentadoria naquela época.
Há diferentes regras de transição para a aposentadoria, e cada regra possui regras específicas.
A regra de transição pode ser referente a:
- Regra dos pontos:
A regra dos pontos soma a idade do segurado e o tempo de contribuição para o INSS. Pela regra dos pontos, o homem precisa ter uma determinada pontuação mínima.
- Idade mínima progressiva:
Na regra da idade mínima progressiva, o homem precisa ter 35 anos de contribuição e a idade mínima referente ao ano em que está pedindo a aposentadoria, já que esse requisito aumenta de forma gradual anualmente.
- Pedágio 50%:
A regra de transição do pedágio de 50% é para os segurados que estavam perto de se aposentar em 2019. Nesses casos, o homem deve cumprir o tempo que faltava para atingir os 35 anos de contribuição e, acrescentar, mais 50% desse tempo.
- Pedágio 100%:
Já a regra do pedágio de 100%, o trabalhador precisa cumprir o tempo que faltava para se aposentar e cumprir ainda 100% desse tempo que faltava para se aposentar na data da Reforma da Previdência, ou seja, é preciso dobrar o tempo que faltava para se aposentar.
Escolher a regra de transição correta pode mudar todo o futuro financeiro referente a aposentadoria do trabalhador.
- Como é calculado o valor da aposentadoria?
Na regra atual, o valor da aposentadoria é calculado da seguinte maneira:
- O INSS considera a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994;
- Aplica-se o 60% e acrescenta-se 2% para cada ano de contribuição que ultrapassar 20 anos.
Assim, um homem que tem uma média salarial de R$4.000,00 e 30 anos de contribuição, o cálculo será o seguinte: 60% + 20% adicional (por conta dos 10 anos a mais de contribuição).
Logo, a aposentadoria será de 80% da média salarial. Nessa situação, a aposentadoria é no valor de R$3.200.
Mas, para quem tem a possibilidade de se aposentar por uma regra de transição ou tem direito adquirido à aposentadoria antiga, o cálculo será diferente.
Por isso, o ideal é fazer um planejamento previdenciário com um advogado especialista em direito previdenciário, para verificar qual é a melhor aposentadoria para o seu caso.
- Como saber se já é possível se aposentar?
Muitos trabalhadores se perguntam quando é a hora de se aposentar, e muitos recorrem para realizar uma simulação pelo site do Meu INSS.
Mas, a simulação de aposentadoria do INSS não é um sistema confiável, já que é um sistema automatizado que utiliza somente os dados que estão registrados no banco de dados do INSS.
Na maioria dos casos, alguns fatores não estão no sistema do INSS, como:
- Trabalhos antigos sem registro;
- Tempo de trabalho rural;
- Atividade especial;
- Tempo militar;
- Contribuições recolhidas com erro;
- Atividade especial.
Por isso, quando o trabalhador simula a aposentadoria diretamente no INSS, ele perde a chance de descobrir a melhor aposentadoria possível.
Assim, o modo mais seguro de descobrir quando é possível se aposentar é realizando um planejamento previdenciário com um advogado especialista em direito previdenciário. Com um planejamento de aposentadoria, você descobre qual o melhor momento para se aposentar e qual aposentadoria terá o valor mais alto.
Se você tem dúvida sobre a sua aposentadoria, entre em contato com a nossa equipe e saiba qual é o caminho mais seguro para você se aposentar.