13/07/2026

Aposentadoria do homem: como funciona?

A aposentadoria do homem possui diferentes requisitos da aposentadoria da mulher. 

Para o homem e bem como para a mulher, a aposentadoria é um dos benefícios mais importantes garantidos pelo INSS. A aposentadoria representa a chance de finalmente finalizar o ciclo profissional mas ainda ter uma renda financeira entrando na conta bancária mensalmente para ajudar no sustento. 

Após 2019, com a Reforma da Previdência, muitos trabalhadores têm dúvidas quanto à aposentadoria e quando podem se aposentar. 

A aposentadoria do homem em específico, depende de vários fatores, como: idade, tempo de contribuição, data em que o homem começou a contribuir para o INSS. 

Por isso, neste artigo, você vai entender quais são as principais regras da aposentadoria do INSS para o homem, o que mudou com a Reforma da Previdência e como saber se você já pode se aposentar. 

  1. Quais são os requisitos da aposentadoria do homem atualmente?
  2. O que mudou com a Reforma da Previdência?
  3. Quais são as regras de transição para homens?
  4. Como é calculado o valor da aposentadoria?
  5. Como saber se já é possível se aposentar?

 

  1. Quais são os requisitos da aposentadoria do homem atualmente?

Com a Reforma da Previdência de 2019, a aposentadoria por tempo de contribuição deixou de existir na nova lei previdenciária para quem é novo segurado. 

Isso significa que quem começou a contribuir após a Reforma da Previdência de 2019, não possui direito à aposentadoria por tempo de contribuição. 

Pela regra atual, o homem precisa cumprir dois requisitos para se aposentar, sendo:

  • 65 anos de idade ou mais;
  • 20 anos de contribuição para o INSS. 

Mas, os homens que já contribuíram para o INSS antes da Reforma da Previdência em novembro de 2019, podem usufruir de outras regras. 

Nesse caso, para o homem é possível se aposentar com 65 anos de idade e com 15 anos de contribuição, pela aposentadoria por idade. 

E a segunda regra de aposentadoria, é pela aposentadoria por tempo de contribuição, o homem precisa contribuir por 35 anos para o INSS. 

Conforme a data de inscrição no INSS pode mudar a regra de aposentadoria, e isso pode representar vários anos a menos de contribuição para o homem conseguir se aposentar. 

  1. O que mudou com a Reforma da Previdência?

Com a Reforma da Previdência, muitas regras de aposentadoria foram alteradas. 

No caso do homem, a principal questão é que antes da Reforma da Previdência existia a aposentadoria por tempo de contribuição para o homem que exigia:

  • 35 anos de contribuição para o INSS;
  • Sem exigência de idade mínima. 

Com isso, muitos homens conseguiram se aposentar antes dos 60 anos de idade. 

Mas a Reforma de 2019 alterou os requisitos, e agora exige-se idade mínima para se aposentar. 

Para o trabalhador que já estava trabalhando e contribuindo para o INSS antes de 2019, mas não tinha o direito à aposentadoria na época da Reforma, foram criadas leis de transição. 

As leis de transição são uma espécie de lei entre os sistema antigo e o sistema novo, de modo que, geralmente, é muito mais vantajosa que a regra atual. 

Por isso, se você já estava contribuindo antes de 2019, não se preocupe, você ainda consegue se aposentar pela regra de transição ao invés da regra atual. 

E caso você já tenha direito adquirido à aposentadoria antiga, a aposentadoria por tempo de contribuição, é possível se aposentar por essa espécie de aposentadoria, ainda que depois de 2019. 

  1. Quais são as regras de transição para homens?

As regras de transição de aposentadoria em geral foram criadas para proteger todos os trabalhadores que estavam contribuindo para o INSS antes da Reforma da Previdência de 2019, mas que não tinham direito à aposentadoria naquela época. 

Há diferentes regras de transição para a aposentadoria, e cada regra possui regras específicas. 

A regra de transição pode ser referente a:

  • Regra dos pontos:

A regra dos pontos soma a idade do segurado e o tempo de contribuição para o INSS. Pela regra dos pontos, o homem precisa ter uma determinada pontuação mínima. 

  • Idade mínima progressiva:

Na regra da idade mínima progressiva, o homem precisa ter 35 anos de contribuição e a idade mínima referente ao ano em que está pedindo a aposentadoria, já que esse requisito aumenta de forma gradual anualmente. 

  • Pedágio 50%:

A regra de transição do pedágio de 50% é para os segurados que estavam perto de se aposentar em 2019. Nesses casos, o homem deve cumprir o tempo que faltava para atingir os 35 anos de contribuição e, acrescentar, mais 50% desse tempo. 

  • Pedágio 100%:

Já a regra do pedágio de 100%, o trabalhador precisa cumprir  o tempo que faltava para se aposentar e cumprir ainda 100% desse tempo que faltava para se aposentar na data da Reforma da Previdência, ou seja, é preciso dobrar o tempo que faltava para se aposentar. 

Escolher a regra de transição correta pode mudar todo o futuro financeiro referente a aposentadoria do trabalhador. 

  1. Como é calculado o valor da aposentadoria?

Na regra atual, o valor da aposentadoria é calculado da seguinte maneira:

  • O INSS considera a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994;
  • Aplica-se o 60% e acrescenta-se 2% para cada ano de contribuição que ultrapassar 20 anos. 

Assim, um homem que tem uma média salarial de R$4.000,00 e 30 anos de contribuição, o cálculo será o seguinte: 60% + 20% adicional (por conta dos 10 anos a mais de contribuição). 

Logo, a aposentadoria será de 80% da média salarial. Nessa situação, a aposentadoria é no valor de R$3.200. 

Mas, para quem tem a possibilidade de se aposentar por uma regra de transição ou tem direito adquirido à aposentadoria antiga, o cálculo será diferente. 

Por isso, o ideal é fazer um planejamento previdenciário com um advogado especialista em direito previdenciário, para verificar qual é a melhor aposentadoria para o seu caso. 

  1. Como saber se já é possível se aposentar?

Muitos trabalhadores se perguntam quando é a hora de se aposentar, e muitos recorrem para realizar uma simulação pelo site do Meu INSS. 

Mas, a simulação de aposentadoria do INSS não é um sistema confiável, já que é um sistema automatizado que utiliza somente os dados que estão registrados no banco de dados do INSS. 

Na maioria dos casos, alguns fatores não estão no sistema do INSS, como:

  • Trabalhos antigos sem registro;
  • Tempo de trabalho rural;
  • Atividade especial;
  • Tempo militar;
  • Contribuições recolhidas com erro;
  • Atividade especial. 

Por isso, quando o trabalhador simula a aposentadoria diretamente no INSS, ele perde a chance de descobrir a melhor aposentadoria possível. 

Assim, o modo mais seguro de descobrir quando é possível se aposentar é realizando um planejamento previdenciário com um advogado especialista em direito previdenciário. Com um planejamento de aposentadoria, você descobre qual o melhor momento para se aposentar e qual aposentadoria terá o valor mais alto. 

Se você tem dúvida sobre a sua aposentadoria, entre em contato com a nossa equipe e saiba qual é o caminho mais seguro para você se aposentar. 


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